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MPF aciona Unir na Justiça e pede indenização de R$ 61 milhões por irregularidades nas cotas raciais

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O Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública contra a Fundação Universidade Federal de Rondônia por irregularidades na aplicação da Lei de Cotas em concursos para o magistério superior realizados entre 2014 e 2024. Segundo o MPF, práticas administrativas adotadas pela instituição comprometeram a efetividade da legislação e resultaram na supressão de 58 vagas que deveriam ter sido reservadas a candidatos negros.

De acordo com a ação, a universidade utilizou procedimentos como o fracionamento de vagas por áreas de conhecimento e a realização de sorteios para limitar a aplicação das cotas apenas a determinadas vagas, em vez de considerar a totalidade das oportunidades oferecidas para o mesmo cargo. O MPF também aponta a contabilização de candidatos aprovados na ampla concorrência como se fossem cotistas.

No período analisado, das 62 vagas que deveriam ser destinadas às cotas, apenas quatro foram efetivamente preenchidas por candidatos cotistas, conforme os dados apresentados na ação.

As apurações utilizaram informações de relatório elaborado pelo Observatório de Políticas Afirmativas Raciais da Universidade Federal do Vale do São Francisco, que analisou a efetividade das cotas na Unir e os impactos dessas falhas na comunidade negra. O MPF também realizou, em fevereiro de 2025, uma reunião com representantes da Educafro Brasil e do Grupo Opará, que resultou na elaboração de uma nota técnica sobre as falhas na implementação da Lei de Cotas na universidade.

A investigação teve início a partir de ofício da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, que recomendou atuação coordenada das unidades do MPF com a entidade Educafro Brasil para replicar, em âmbito nacional, estratégia jurídica considerada exitosa. Como referência, a ação cita acordo firmado pelo MPF em Sergipe para corrigir falhas no sistema de cotas em concursos docentes da Universidade Federal de Sergipe, homologado judicialmente.

Para reparar os danos identificados, o MPF requer à Justiça Federal que a Unir seja obrigada a criar um Banco Fixo de Reserva de Vagas para recompor as 58 vagas suprimidas, além da adoção de outras medidas voltadas ao aperfeiçoamento do sistema de cotas. O órgão sustenta que a aplicação correta do percentual de reserva deve incidir sobre a totalidade das vagas ofertadas, de forma a evitar novas restrições administrativas às ações afirmativas.

A ação também pede a condenação da universidade ao pagamento de indenizações por danos materiais no valor de R$ 51 milhões, referentes a salários que deixaram de circular na comunidade negra, além de R$ 10 milhões por danos morais coletivos, atribuídos à discriminação institucional apontada pelo MPF.

O processo tramita sob o número 1001529-80.2026.4.01.4100.

Fonte: Redação

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PM rebate críticas de deputado e diz que é “fácil criticar no ar-condicionado”

Sargento afirmou que operação no residencial Orgulho do Madeira representou o trabalho diário da tropa no combate à criminalidade.

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Uma publicação nas redes sociais gerou repercussão entre policiais militares e o deputado estadual Delegado Rodrigo Camargo (Podemos) após críticas feitas pelo parlamentar a uma operação realizada pela Polícia Militar no residencial Orgulho do Madeira, em Porto Velho.

De acordo com as informações apuradas pelo jornalismo J1RONDÔNIA, o sargento Machado, que participou da ação, utilizou as redes sociais para responder às declarações do deputado e defender a atuação dos policiais que estiveram na operação.

“No ar-condicionado é fácil criticar”, diz sargento

Foto: Sargento Machado / j1rondonia

Em vídeo publicado nas redes sociais, o policial afirmou que as críticas não refletem a realidade enfrentada pelas equipes que atuam diariamente no combate à criminalidade.

“Deputado, para o senhor que não sabe, hoje fizemos uma operação dentro do Orgulho do Madeira. Quem é o senhor para falar alguma coisa? No ar-condicionado é fácil criticar”, declarou o sargento.

Na sequência, o militar afirmou que considerou as declarações do parlamentar desrespeitosas com os policiais envolvidos na ação.

” O senhor quer falar de combate à criminalidade dentro de um escritório? Para com isso. Sua fala é até um desrespeito com quem estava na operação nossa dentro do Orgulho do Madeira hoje. Estamos no combate ao crime todos os dias, enquanto o senhor está no ar criticando.”

Operação teve como objetivo remover pichações

Segundo a Polícia Militar, a operação realizada no residencial Orgulho do Madeira teve como um dos objetivos a remoção de pichações atribuídas à facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Ainda conforme as informações apuradas pelo jornalismo J1RONDÔNIA, entre as inscrições removidas havia mensagens com ameaças direcionadas a motoristas de aplicativo que circulam pela região.

Para os policiais envolvidos, a retirada das pichações integra as estratégias de retomada de espaços públicos e de enfrentamento às organizações criminosas que atuam na capital.

Deputado criticou operação

As declarações do sargento ocorreram após o deputado Delegado Rodrigo Camargo publicar críticas à operação policial realizada no condomínio.

Até a publicação desta reportagem, o parlamentar não havia se manifestado sobre as declarações feitas pelo policial militar após a repercussão do vídeo.

Fonte: J1 Rondônia

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